
sexta-feira, setembro 11, 2026
Pragmatismo

Quando hoje logo pela manhã vi este e outros titulo idênticos na comunicação social percebi logo que as afirmações de Pedro Passos Coelho iam gerar as habituais polémicas, especialmente dentro do PSD, entre os dogmáticos que não toleram qualquer crítica (mesmo que não o seja) ao governo e os pragmáticos que preferem uma análise fria e racional das coisas ao invés de clubismos desenfreados.
Digamos que o confronto entre dogmáticos e pragmáticos é uma quase versão do século XXI dos urbanos e rurais do século XX.
E porque percebi a polémica que aí vinha preferi, pareceu-me sensato, ler as afirmações feitas por Passos Coelho em vez de desatar a comentar freneticamente titulos como alguns fazem por sistema sem sequer saberem o que estão exactamente a comentar.
E que dizer então das afirmações?
Que seguem uma linha de coerência porque há muito que PPC tem aconselhado (aconselhar é diferente de criticar) o governo a acelerar reformas porque o país precisa delas e o PSD sempre foi um partido reformista e o único, aliás, que fez verdadeiras reformas em vários dos seus governos incluindo o actual.
E PPC, que governou nos quatro anos mais duros da democracia portuguesa desde 1976, sabe bem o quão desejável é que essas reformas ponham o país ao abrigo de novas bancarrotas, novas troikas, novas austeridades.
E nessa linha de pragmatismo, que é a dele, mais do que limitar-se a aconselhar até coordenou um estudo - “Bloqueios versus Reformas: uma visão para Portugal”- que será entregue ao governo até fianl do ano com um conjunto de propostas para desenvolver a economia portuguesa.
Nem sempre os que batem freneticamente palmas são aqueles que mais ajudam à prossecução de um objectivo porque apontar problemas e sugerir soluções é bem mais útil a quem governa se houver o espirito de abertura necessário a entender as coisas na sua verdadeira dimensão.
Depois Falamos.
Nota: Talvez alguns dos mais acérrimos críticos internos de PPC devessem recordar o que disseram e escreveram quando ele apontou os perigos da nomeação de Luís Neves como ministro da administração interna. Passados poucos meses viu-se bem quanta razão Pedro Passos Coelho tinha.
Parodiantes


Quando era miudo e a RTP ainda não tinha emissão á hora do almoço em casa dos meus avós ouviamos rádio durante a refeição.
Quase sempre os "Parodiantes de Lisboa" , o programa "Graça com Todos" e dentro dela a rúbrica "Rádio Crime" com o inspector Patilhas e os ajudantes Ventoinha e Buraquinho.
Tanto quanto me lembro era puro humor, com imensa piada e sem ofender ninguém.
Muitos anos passados há una novos "Parodiantes de Lisboa" mas estes sem qualquer piada, sem qualquer humor, sem coerência nem ombridade.
Enquanto os antigos nos faziam rir das piadas estes só fazem rir dele próprios e das miseráveis figuras que andam a fazer.
Como, por exemplo, abandonarem um festival de humor em que vai estar Jerry Seinfeld sob o mentiroso pretexto de não quererem com a sua presença normalizarem um suposto genocídio em Gaza dadas as posições de apoio a Israel do humorista norte americano.
Felizes com a sua atitude sectária e estúpida que fizeram então alguns desses Parodiantes?
Foram a correr para a "Festa do Avante" que anda há cinquenta a nos a normalizar os crimes e verdadeiros genocídios na União Soviética/Rússia, na China, em Cuba, na Coreia do Norte e noutros regimes ditatoriais e criminosos que sempre estão representados na festarola.
A par, é claro, de organizações terroristas como a FPLP ( à última hora não apareceu mas foi convidada e isso é o que conta) ou as FARC da Colômbia.
Mas para os Parodiantes isso não importa nada.
Para esse bando de hipócritas sem moral nenhuma os muitos milhões de pessoas assassinadas por esses regimes criminosos não interessam. Importa é atacar Israel a qualquer preço.
Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és.
E esse é um proverbio que assenta que nem uma luva nesta corja de Parodiantes.
Depois Falamos.
quinta-feira, setembro 10, 2026
Parolice
Na edição desta semana do jornal "Tal & Qual", um dos poucos que ainda compro, a directora do mesmo _ Liliana Rodrigues- insurgia-se duramente contra a partilha de jornais nas redes sociais que segundo ela causa elevados prejuízos aos mesmos dado que isso impede que se vendam de forma minimamente lucrativa.
E menciona um conjunto de argumentos na defesa da sua tese que não custa nada aceitar como plausíveis.
Mas esquece uma coisa.
Que a queda abrupta da venda de jornais se deve não só a essa partilha nas redes sociais como também há falta de qualidade, isenção, profisisonalismo com que nos tempos actuais são feitos incluindo aqueles que outro era considerados jornais de referência.
E por isso creio que esse declínio nas vendas já tem décadas e é bem anterior a esta partilha actual nas redes e corresponde a uma crescente decepção dos leitores perante o produto que lhes é posto em frente.
E a imagem que ilustra este texto exemplifica bem a falta de qualidade com que hoje se faz jornalismo em Portugal.
Corresponde apenas e só à opinião de um jornalista francês,provavelmente com uma digestão por fazer em relação a 2016, sobre o onze ideal da Liga dos Campeões, mas em Portugal foram vários os jornais e sites de notícias que pegaram nesta imagem e titularam "Cristiano Ronaldo excluido do onze ideal da Liga dos Campeões" como se se tratasse de uma verdade absouluta e de uma escolha definitiva de algum entidade acima de suspeita e de dogmática infalibilidade.
Mas que parolice!
Olha-se para a s escolhas e algumas até dão vontede de rir.
Clemence? Carvajal ? Best?
No melhor onze de sempre da Liga dos Campeões?
E Cristiano Ronaldo? E Maradona? E Zidane? E Van Basten? E Platini? E Ronaldinho? E Paco Gento? E Gullit? E Neeskens? E Buffon? E Eusébio? E Iker Casillas? E Clarence Seedorf? E Raúl Gonzalez? E Roberto Carlos? E tantos outros que com estes permitiria fazer uma equipa supreior a esta?
Em suma façam jornalismo de qualidade e certamente que os jornais se voltarão a vender.
Até lá, e no que toca a queixas, comecem por se queixar deles próprios e do fraco produto que apresentam aos consumidores.
Depois Falamos.
SIC

Vê-lo a chamar inculto ao primeiro ministro é piada que se faz por si só.
Deve ter-se esquecido do tempo em que queria demolir o Padrão dos Descobrimentos e em que lamentava que o 25 de Abril tivesse sido feito sem sangue e mortos.
É essa a noçãode cultura dele.
Demolir monumentos e lamentar a ausência de violência e morte.
Por esse critério de facto Luis Montenegro é inculto porque jamais teria semelhantes ideias.
Não sei onde vai a SIC arranjar estes comentadores mas a bom sitio não é.
Absolutamente lamentável.
Depois Falamos.
quarta-feira, setembro 09, 2026
Claque

Dentro da minha forma de pensar e ver a política nunca tive preconceitos contra o Chega, nunca o considerei de extrema direita mas sim de uma direita radical que não é anti NATO nem UE, nunca fiz dele o mau de uma fita onde há quem defenda ideias e ideologias bem piores.
Quando entendo que merecem elogios não tenho nenhum problema em elogiar e quando entendo que merecem critícas não tenho nenhum problema em criticar.
Não é o meu partido, nunca nele votei e isso parece-me irreversível face a compostamentos e atitudes que o Chega vem tonando no âmbito parlamentar.
Ontem assisti ao debate da moção de censura apresentada pelo Chega.
Dentro de um direito e uma legitimidade que lhe assiste e que nunca porei em causa independentemente de considerar que o motivo apresentado não era suficiente para justificar aquela figura regimental.
O debate foi o que foi, o primeiro ministro esteve em bom plano, nas bancadas da maioria destacaram-se Hugo Soares e Paulo Núncio, na oposição registou-se uma vez mais a estranha "relação" do PS com Luís Neves e a absoluta inutilidade de PCP, BE ,PAN e JPP que todos juntos não tem uma ideia que se aproveite enquanto no Livre Rui Tavares deu uma vez mais largas a uma imaginação tão prodigiosa que parece viver numa realidade paralela.
Restam IL e Chega.
Na IL há claramente um contraste entre o brilho de Rui Rocha e a dificuldade de afirmação de Mariana Leitão e no Chega reparei que entre os muitos deputados que intervieram houve alguns vindos das filas de trás (não é desonra nenhum apenas significa menos intervenções em plenário) cuja agressividade e linguagem pouco parlamentar me fizeram lembrar mais as discussões nas bancadas de um estádio que um debate na casa da democracia.
Não estranhei (já não é possível...) mas fiquei convicto que aquilo prenunciava qualquer coisa de diferente.
No encerramento dois discursos de excelência de Paulo Rangel e André Ventura (lá está quando merece elogios...elogio) que é um parlamentar de alta qualidade e pensava-se que após a votação, cujo resultado há muito se conhecia, o assunto estava arrumado.
Enganei-me.
Porque depois de contados os votos os deputados do Chega tiveram uma atitude deplorável e atentatória da dignidade do parlamento entoando em coro um cãntico de "demissão" dirigido ao ministro Lúis Neves algo jamais visto naquela Casa.
Que significou duas coisas.
Uma a já referida falta de respeito pelo Parlamento.
A outra, igualmente preocupante, a incapacidade de aceitarem os resultados de uma votação democrática.
E não há expressão eleitoral nem dimensão do grupo parlamentar que justifique e legitime essa atitude.
Provavelmente não terão consciência disso, porque senão não o teriam feito, mas deram um enorme tiro no pé.
Problema deles se os eleitores perceberem as coisas da forma que tem de ser percebida.
Depois Falamos
Nota: As inervençóes dos tais deputados de terceira fila, tipo adeptos de futebol numa bancada, de facto prenunciavam algo. O comportamento global do grupo parlamentar do Chega como se uma claque de um clube fosse. Esperemos que em próxima oportunidade não se lembrem de levar para o hemiciclo petardos, tochas e potes de fumo...
Descrédito


Já de há muito se sabia que o critério de atribuição da "Bola de Ouro" deixa muito a desejar e favorece aquele(s) que a Máfia do futebol muito bem entende.
E por isso Cristiano Ronaldo , que ganhou cinco "Bolas de Ouro" (e bem merecia mais duas) contra a Máfia da FIFA e quejandos tem toda a razão no que disse.
Aliás basta olhar a lista dos nomeados deste ano para perceber isso em toda a sua plenitude.
Mas pelos vistos esses "critérios" já se estendem a outros prémios atribuidos no âmbito da Gala da "Bola de Ouro".
Como o troféu Lev Yashin, que se destina a premiar o melhor guarda redes do ano e que nesta edição tem estes candidatos: Bono, Courtois, Kobel, Joan García, Mendy, Martínez, Raya, Safonov, Unai Simón e Vozinha !
Olha-se e custa a crer.
Custa a crer porque estão lá alguns e porque não está lá Diogo Costa.
Que fez uma grande temporada no clube onde contribuiu para o titulo nacional e um mundial onde foi dos melhores guarda redes em prova.
Mas não está.
E se não discuto Courtois e Unai Simon discuto, e muito , todos os outros. Porque nem fizeram épocas melhores que Diogo Costa nem sequer são melhores que ele.
Mas estão lá.
De facto estes prémios deixaram de ter qualquer significado.
Depois Falamos.
Nota: E se necessário fosse demonstrar que estes critérios não tem qualquer credibilidade a espantosa exibição de ontem de Diogo Costa face ao Manchester City foi a prova provada disso. "Aquele" guarda redes não está nos dez melhores do mundo? Só no mundo da máfia futebolística.
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